BITA (Bit ao Átomo)

Deep tech de materiais · São Paulo, Brasil

Do bit ao átomo.

A BITA desenvolve um pipeline de física de primeiros princípios que classifica, antes da síntese, quais materiais podem virar produto — começando pelo problema mais caro da supercondutividade: transformar descoberta em fio.

O problema

O gargalo não é descobrir. É manufaturar.

A história dos supercondutores está cheia de materiais extraordinários que nunca viraram tecnologia. O motivo mora numa propriedade quântica — a simetria do gap — que decide se um material tolera as fronteiras entre os grãos cristalinos de um fio. Quando não tolera, a única saída industrial são fitas epitaxiais de custo proibitivo. Quando tolera, o material aceita metalurgia convencional — e pode virar fio com custo de commodity.

A BITA busca composições da segunda classe. Não perseguimos recordes de temperatura crítica: perseguimos manufaturabilidade, o critério que separa o material de laboratório do material de fábrica.

fita supercondutora: gargalo declarado dos setores de fusão,
ressonância magnética e rede elétrica — o custo se mede em kA·m,
e é nele que a simetria do gap pesa.

O pipeline em 60 segundos

Aperte o play.

do bit ao átomo
o problema · manufatura
simetria do gap → decide a rota
o método · quatro etapas
Calculado do zero.
01

Estrutura eletrônica

02

Compressão de Wannier

03

Flutuações magnéticas

04

Simetria do gap

calibração · La₄Ni₃O₁₀
0 parâmetros ajustados
BITA — do bit ao átomo
física antes da promessa
0:00 / 1:02

Método

Um funil de física, calculado do zero.

Cada candidato atravessa a mesma sequência de cálculo quântico — sem parâmetros ajustados a experimento — até receber uma classificação que a indústria consegue usar.

01

Estrutura eletrônica

Mecânica quântica do material calculada por primeiros princípios (DFT+U), acelerada em GPU.

02

Compressão de Wannier

O essencial da física condensado em poucas funções, com validação numérica explícita em cada etapa.

03

Flutuações magnéticas

Métodos de muitos corpos multiorbitais (RPA, FRG) mapeiam as instabilidades que dão origem ao pareamento.

04

Simetria do gap

Classificação do "formato" do pareamento — com taxas de erro medidas, não com promessas.

O pipeline em detalhe

Fases e portões: reprovou, não avança.

Cada candidato atravessa a sequência abaixo. Os portões R calibram o instrumento; os marcos M blindam o classificador. Todos são critérios medidos — e binários.

Fase 0–1
estrutura

Da estrutura atômica ao equilíbrio

Geração de supercélulas e relaxamento geométrico até a configuração de menor energia, seguidos do cálculo autoconsistente da densidade eletrônica (DFT+U), acelerado em GPU.

R0 ambiente de cálculo validado R2 forças residuais < 0,05 eV/Å R3 convergência de carga
Fase 2
malha eletrônica

Mapeamento da malha eletrônica

A estrutura eletrônica resolvida em malhas densas de pontos-k, gerando o mapa de estados que alimenta a compressão — e confirmando que a física relevante vive nos orbitais certos.

R4 caráter orbital no nível de Fermi
Fase 3–4a
compressão

Compressão de Wannier

Terabytes de funções de onda destilados em hamiltonianos compactos de poucos megabytes — que precisam provar, numericamente, que preservam a física essencial.

R5 fidelidade espectral < 1 meV, zero estados fantasma R6 localização do hamiltoniano
Fase 4b
flutuações

Instabilidades de spin

Métodos de muitos corpos multiorbitais (RPA, FRG) calculam onde os elétrons "querem" se organizar magneticamente — as instabilidades de onde nasce o pareamento.

R7 calibração contra experimento, sem parâmetros ajustados
Fase 5
veredito

Classificação de simetria do gap

A fase que decide: o material tolera a desordem da metalurgia convencional — ou exige fitas caras? O classificador é blindado por marcos numéricos com precisão de máquina.

M âncoras numéricas do classificador M6 veredito estável sob refinamento de malha
Saída A

Tolera contornos de grão

Rota de fio: metalurgia convencional, escala industrial, custo de commodity. É o perfil que a BITA persegue.

Saída B

Exige crescimento epitaxial

Rota de fita: processo caro e lento. Cientificamente interessante — descartado para a tese de fio.

Se o veredito não permanece estável sob refinamento de malha, ele sai como "indeterminado" — a honestidade é embutida no classificador, não adicionada depois.

Validação

Régua calibrada antes de qualquer promessa.

Calibração de ponta a ponta · La₄Ni₃O₁₀

O pipeline reproduziu a física medida em laboratório — sem nenhum parâmetro ajustado.

Sobre um nickelato cuja física é conhecida e medida experimentalmente, o funil computacional atravessou todas as fases — da estrutura eletrônica ao mapa de flutuações — e previu a instabilidade magnética observada: a direção correta, o caráter tridimensional correto e, na temperatura em que a ordem se forma, a família de vetores experimental no topo do mapa.

0 parâmetros ajustados a experimento

Nada avança na BITA sem passar por portões de validação empíricos. Comunicamos taxas de erro medidas e classificações verificáveis — não previsões de temperatura crítica.

Trilhas de pesquisa

Um pipeline, duas frentes de produto.

Trilha 1

Supercondutores manufaturáveis

Triagem de composições cuja simetria do gap tolera contornos de grão — os requisitos de quem fabrica fio, não apenas de quem publica artigo.

  • simetria de pareamento tolerante a contorno de grão
  • alto comprimento de coerência (ξ)
  • baixa anisotropia (γ)
Trilha 2

Materiais magnetocalóricos

O mesmo pipeline validado, aplicado à refrigeração de estado sólido: triagem de óxidos pela resposta magnetocalórica e pelo ajuste da temperatura de transição via dopagem.

  • variação de entropia magnética (ΔSM)
  • temperatura de transição ajustável por composição
  • rota para validação experimental em magnetometria

A empresa

Física de primeiros princípios como identidade.

A BITA é uma empresa brasileira de tecnologia profunda dedicada à descoberta computacional de materiais. Cada resultado nasce de cálculo quântico verificável e passa por portões de validação antes de qualquer comunicação. A pesquisa é desenvolvida em afiliação à Universidade Federal do ABC (UFABC).

Não somos uma empresa de software que fala de materiais: somos uma empresa de física que constrói o próprio instrumento computacional.

Razão de existir
Materiais que saem do cálculo prontos para a fábrica
Constituição
Inova Simples (LC 167/2019)
Sede
São Paulo, SP — Brasil
Afiliação de pesquisa
UFABC — Universidade Federal do ABC

Vamos conversar.

Parcerias de pesquisa, colaboração experimental ou interesse no pipeline — escreva para a gente.

contato@bitatech.com.br